sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Revista CARTUM nº 97

O próximo lançamento da CARTUM, que deve circular a partir do dia 10 de setembro, será a edição nº 97, com um conteúdo muito bacana!!

Na história principal, "LIVRO AMIGO", o seu Gumercindo tenta incentivar o saudável hábito da leitura entre os seus conviventes. A turma comparece na Biblioteca Pública Ary Cabral, onde todos pegam os seus volumes para lerem em casa. Depois ainda visitam a Livraria Mosimann. Aproveite e inicie a leitura de algum livro hoje mesmo: vale a pena!

No segmento "Brusque Ontem", o início das atividades das duas principais vertentes religiosas em Brusque: a chegada dos católicos em "VISITAS PAROQUIAIS" e dos luteranos em "PASTORES LUTERANOS".

Não faltarão os tradicionais setores: "APRENDA INGLÊS DANDO RISADA", "TRÂNSITO + SEGURO"  e as PALAVRAS CRUZADAS com os 24 clubes que já foram campeões ou vice do campeonato brasileiro da série "A" desde 1959.


No final da revista, a família do Pafúncio ainda recebe a visita do HOMERO, UM CARA MUITO SINCERO (que estreou na edição 89, de setembro de 2014), esbanjando franqueza e honestidade na história "UM CONVIDADO MUITO SINCERO".

Esta edição ainda contém 8 tiras, a piada clássica "CONVERSA INSTRUTIVA" e a HQ "MANHÃ DE FOLGA". Os assinantes vão receber esta revista junto com um exemplar da revista LEITOR VIP n º 31. 
Tenha todos uma ótima e divertida leitura!!






quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Revista LEITOR VIP nº 31

Novidades para os assinantes da revista CARTUM que irão receber exclusivamente a edição 31 da revista LEITOR VIP com as seguintes atrações...


O fundão do Baú relembra a Cartilha CARTUM volume XII, cujo tema foi os"Cuidados Com O Corpo", lançada há mais de 10 anos, em junho de 2005. Vale a pena refletir sobre os cuidados que devemos ter com o nosso organismo para prolongar nossa própria vida. Foram republicadas nas páginas desta Leitor Vip as 6 histórias em quadrinhos que ilustravam aquela cartilha.


O toque sobre a MATEMÁTICA, desta vez, informa como calculamos o nosso IMC, ou Índice de Massa Corporal, que pode definir se estamos no peso ideal ou não.

 A Parte 5 da saga VIDA DE QUADRINISTA, explica como funciona a arrecadação financeira que movimenta as engrenagens da revista CARTUM: Fazer quadrinhos é conciliar três quebra-cabeças: a inspiração literária para criar os textos, a inspiração visual para ilustrar as páginas e a mais complicada de todas: a inspiração comercial, fundamental para manter o bonde nos trilhos.

A HISTÓRIA "DOS" QUADRINHOS desta vez homenageia 2 memoráveis autores: o argentino Quino (criador da Mafalda) e o Brasileiro Gedeone Malagola (criou vários heróis brasileiros, como o Raio Negro).


Ainda tem uma seleção de provérbios chineses PARA REFLETIR. E as diretrizes agora pertencem a Dona Gertrudes.
Os assinantes vão receber a revista LEITOR VIP 31 junto com a CARTUM 97 a partir de 10 de setembro. Boa leitura!!!


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

VIDA DE QUADRINISTA - parte 3: ...E AGORA?



E a produção de revista foi seguindo de vento em popa, aumentando a quantidade de publicações ao longo dos anos. A CARTUM teve periodicidade trimestral de 2001 a 2004, tornando-se bimestral em 2005, para que enfim se tornasse uma publicação mensal a partir de 2007, oscilando entre 8 e 9 edições ao ano, ao mesmo tempo em que eram realizados projetos paralelos simultaneamente: cartilhas diversas, catálogos automotivos e gastronômicos, cadernos de ofertas, edições comemorativas, edições narrando fatos históricos, etc.

2005 foi o primeiro ano do SISTEMA DE ASSINATURAS, que até hoje nunca falhou no seu planejamento de entregas, sempre fornecendo algo mais para o assinante, junto com a revista CARTUM daquele mês, proporcionando uma enxurrada de brindes para os seus “leitores VIP”.
E então, uma nova situação se apresenta: as entregas residenciais para os assinantes, com diversas ocasiões que dariam um bom gibi: tem o cadastro preenchido com letra feia que resultou nas entregas serem feitas na casa do vizinho, ou serem digitados nomes exóticos na etiqueta do envelope devido à ilegibilidade na ficha cadastral, etc.

O sistema anual de assinatura da CARTUM destina aos seus “leitores vip” um pacote com oito a nove envelopes mensais contendo 18 revistas, em média. As entregas, em si, resultaram em cenas inusitadas: seja levando um corridão de algum cachorro, ou sendo confundido com um entregador de marmita, passando por endereços incomuns, do tipo “entra no portão, segue até o final do corredor, sobe uma escada, segue reto na laje, vira a direita na parte da frente, abre a janela do terceiro apartamento e joga pra dentro.”
No trânsito, principalmente por estar pilotando uma moto, a ordem é ter uma postura defensiva durante as entregas... com paciência e muita educação corre-se menos riscos!

Lembrando sempre da importância do assinante estar avisando as alterações nos dados cadastrais, como as mudanças de telefone, e-mail ou endereço.

Em abril de 2010, a revista CARTUM fatura o primeiro lugar no quesito “histórias em quadrinhos” no I Salão de Humor de Jaraguá do Sul!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

VIDA DE QUADRINISTA - parte 2: PRIMEIRAS OPORTUNIDADES


 Entre 1997 e 1999, ao trabalhar no Centro Comercial Stop Shop, tive a oportunidade de publicar quadrinhos no jornal “Notícias do Ninho”, que relatava as novidades do shopping, sendo distribuído para mais de 200 comerciantes do vestuário (com o tempo, muitos destes empresários passaram a ser os apoiadores da revista CARTUM). Na época, produzia as tirinhas do personagem Alaor, o Lojista, narrando situações vivenciadas pelos comerciantes deste segmento, além de charges com os funcionários da administração sobre acontecimentos de maior repercussão. Logo estava desenvolvendo tirinhas do Pafúncio e do Esponja para o provedor de Internet Bilunet, comandado pelo Fabiano Sabino. 
Este incentivo para a minha produção virar rotina era o empurrãozinho que faltava para amadurecer a idéia de uma revistinha em quadrinhos própria. Entre 1996 e 1999 foram desenvolvidos alguns protótipos de revista que não decolaram.
                                             
















  Primeira galeria de personagens desenvolvida para a revista CARTUM.




Com o nascimento do meu filho Igor, em 2000, é que foi tomada a decisão de que a revista teria que sair, pois ajudaria muito na economia doméstica...fralda custa caro. 
E foi então que no verão de 2000 para 2001, começaram a ser definidos os esboços de uma galeria inicial de personagens que teriam a incumbência de preencher as páginas das primeiras edições.

Então juntaram-se ao Pafúncio e ao Esponja: o Gordo, a Iolanda, o Zé Mané, a Mãe Dirá, o Bagatela, o Uruca, o Pastor Nelson Negador, o Barbosa, o Alfredo e outros mais. Tendo os personagens e suas características individuais definidas, iniciou-se a criação dos roteiros. Madrugada vai, madrugada vem e já temos roteiros para a primeira revista, que foi desenhada nas madrugadas do primeiro semestre de 2001 e lançada em junho deste ano.


Deixei propositalmente minhas férias acumularem no serviço para poder pegá-las no período bom para as vendas dos anúncios. Eu tinha 15 dias para fechar os anúncios necessários para financiar o projeto. Não sem muito custo e determinação, nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, as metas foram confirmadas.
Na terceira edição, eu já não dispunha de férias para vender as publicidades e tive que trocar o serviço que eu realizava de dia por outro que fosse noturno. Foi quando trabalhei de garçom por seis meses durante a noite e vendedor de publicidade durante o dia. Mas esse ritmo ficou um tanto cansativo, pois ao mesmo tempo tenho uma família e senti a necessidade de estar mais presente.
Então, em 2002 surgiram as Cartilhas CARTUM, que juntamente com as revistas CARTUM complementaram a renda necessária pra tocar o barco naquele período, aos trancos e barrancos. Foi quando começamos a sobreviver “somente” de quadrinhos, calejando o dedo arduamente.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Aldo Maes dos Anjos em 2002, aos 27 anos.
(continua )


sábado, 8 de agosto de 2015

VIDA DE QUADRINISTA - parte 1: O INÍCIO


Desde sempre me identifiquei com os quadrinhos...Aprendi a ler antes dos 4 anos, através das leituras de quadrinhos que minha mãe fazia em voz alta para mim. Lia as tiras do jornal, depois do almoço e um gibi completo antes de dormir, escolhido com muito custo e indecisão por mim mesmo já de pijama e pronto para me deitar.

Acontece que a leitura de alguns gibis preferidos se repetia com mais frequência, dos quais eu já tinha memorizado certos trechos dos diálogos. Então passei a observar as letrinhas nos balões, ao mesmo tempo em que ouvia a voz da minha mãe repetindo (pacientemente) um texto que nós dois já estávamos carecas de saber. Acompanhando as letras nos balões e caixas de textos ao mesmo tempo em que ouvia a voz da minha mãe, possibilitou que eu entendesse a sonoridade de várias delas iniciando ali meu processo de alfabetização.

Movido pela curiosidade de ler outras revistas em quadrinhos e com o auxílio da enorme paciência dos meus pais, eu saí soletrando todas as palavras que via pela frente, sempre solicitando a presença de alguém para corrigir o que estivesse errado. No meu caso, os quadrinhos foram o incentivo para a minha alfabetização doméstica precoce.

Já aos 4 anos, criei meus primeiros personagens (iguais aos desenhos de qualquer criança nessa idade). Aí foi o meu pai que teve grande importância, analisando e comentando todos os meus desenhos, nunca deixou faltar matéria-prima para essa brincadeira e ainda enviava os eleitos mais bonitos para publicar no segmento infantil do jornal. Resultou em um aumento na produção e aos 9 anos eu já desenvolvia gibis com cerca de 30 páginas, com personagens próprios e histórias originais. 

O desenho ainda era horrível, mas a prática prosseguiu intensamente, ficando menos pior a cada ano.
Foi na adolescência que os desenhos passaram a chamar atenção e gerar elogios de amigos e vizinhos. As charges envolvendo colegas de colégio, trabalho, parentes e vizinhos eram inevitáveis (assim como algumas broncas dos homenageados inconformados). E foi por aí que surgiu um grande sonho de produzir um gibi que fosse degustado pelos brusquenses e leitores de cidades vizinhas, sem apelações (erotismo, perversão, agressividade, indução ao consumo de álcool ou palavrões) e sem erros gramaticais ou ortográficos. 

Mas eu nunca estava suficientemente satisfeito com o traço e com as idéias que estavam surgindo, adiando por vários anos esse projeto, porém o amadurecendo também.
(continua )
Aldo Maes dos Anjos em 1987, aos 12 anos.