Houve um tempo em que ainda não existia a internet e as pessoas utilizavam o seu tempo livre de outras maneiras. Era um tempo onde a leitura era uma prática comum e encontrávamos inúmeros cidadãos olhando para livros abertos nos pontos de ônibus, nos bancos das praças, salas de espera e em outros locais públicos.
Havia bancas de jornais em cada esquina e, também muitas livrarias, todas bem frequentadas. A tecnologia de bolso se tornou algo inseparável de nossas vidas mas não podemos permitir que ela ocupe todo o nosso tempo livre. Deve haver um equilíbrio em nossas atividades.
Ao observar o giro dos ponteiros do relógio completando suas voltas diárias, devemos refletir sobre o que estamos fazendo de nossas vidas? Paralisados e com o rosto inclinado verticalmente, buscando uma tela luminosa assim como um girassol procura pela luz solar. Então é essa recordação que queremos ter em nossos dias finais? De estar entregue a um brilho eletrônico durante décadas, abrindo mão de tanta coisa?
Recomendo que se faça um esforço para fracionar o nosso dia, com um belo uso de redes sociais mas com períodos estabelecidos para atividades off-line, que produzam hormônios saudáveis, injetados pelo nosso hipotálamo em nossa corrente sanguínea, nos momentos que nos proporcionam prazer e entusiasmo. Com o celular, no máximo vamos dar risadinhas com os “memes”.
Uma dessas atividades que precisamos praticar com mais intensidade é a leitura, e as histórias em quadrinhos são uma opção para quem ainda não possui esse hábito. Elas prendem a atenção pela diversão e educam a mente do indivíduo a decodificar letras, assimilar ideias, compreender raciocínios e, com alguma sorte, este indivíduo vai seguir desfrutando de outras leituras, mais complexas e transformadoras. Só precisa criar o hábito, sentir prazer com a leitura e reservar um tempinho diário para desconectar um pouco.
Façamos um maior uso da nona arte!!


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