Especialistas e órgãos de saúde recomendam evitar o uso de smartphone próprio antes dos 12 anos. Pesquisas indicam que a posse precoce do aparelho antes dessa idade está associada a maiores riscos de depressão, obesidade e problemas de sono.
- Até 2 anos: Nenhum tempo de tela deve ser estimulado.
- De 2 a 5 anos: Máximo de 1 hora por dia, sempre com supervisão de um adulto.
- De 6 a 10 anos: Limite de 1 a 2 horas diárias. O ideal é o uso de aparelhos dos pais e restrito a atividades educativas ou jogos pontuais.
- A partir dos 12 anos (Adolescência): É a idade apontada por diretrizes, como o Ministério da Saúde brasileiro, para a introdução do primeiro celular. O uso diário deve ser limitado a 3 horas e acompanhado de perto pelos pais.

Celulares podem deixar os cérebros “preguiçosos”
Uma pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade de Waterloo (Canadá), em 2015, aponta que os celulares estão nos deixando mais preguiçosos para pensar.
O artigo, divulgado na Science Daily, diz que com os smartphones não é mais preciso memorizar um número de telefone ou encontrar seu caminho pela cidade usando um mapa – o dispositivo faz essas coisas por você com um toque na tela. Isso, segundo o estudo, causa uma dependência excessiva do smartphone, o que pode levar à preguiça mental.
Os pesquisadores também relataram que evitar usar a própria mente para resolver problemas pode ter consequências como o envelhecimento precoce.

Brain Rot
Você já ouviu falar sobre o termo Brain Rot? Essa expressão, que ganhou destaque em 2024 segundo o dicionário Oxford, significa “cérebro podre” ou “podridão cerebral” em inglês. Ela tem sido amplamente utilizada para descrever uma condição associada ao uso excessivo de tecnologias como celulares e tablets.
Embora o termo possa soar alarmista, ele destaca uma preocupação real: o impacto negativo do uso constante de dispositivos eletrônicos no desenvolvimento cognitivo, especialmente em crianças. Mas será que essa preocupação é válida? Vale a pena pesquisar a respeito.
Isso tem a ver com a maturação cerebral: o cérebro é uma parte do corpo humano que vai tomando forma com a passagem do tempo. Antes dos 25 anos, essa maturação não está completamente desenvolvida. Ou seja: o cérebro ainda está sendo "moldado". A "bomba" de estímulos rápidos que sai das telas pode, nessa etapa da vida, afetar o desenvolvimento do cérebro e a capacidade de concentração, uma herança que será levada para a fase adulta, de forma irreversível.

Fonte:
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2026/03/especial-dia-da-mulher-quando-a-islandia-parou-com-a-greve-de-mulheres-que-inspirou-a-luta-por-igualdade-no-mundo
https://institutoneurosaber.com.br/artigos/brain-rot-entenda-como-o-uso-excessivo-de-telas-afeta-o-neurodesenvolvimento-infantil/#O_que_e_Brain_Rot
https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/02/14/criancas-e-adolescentes-no-celular-uso-exagerado-afeta-o-cerebro-e-a-concentracao-veja-o-que-fazer.ghtml
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