A tecnologia de bolso já é parte integrante das nossas vidas e essencial para diversas atividades. Entretanto, as horas seguidas olhando para telas, rolando as timelines das redes sociais, causam efeitos colaterais no funcionamento do nosso cérebro, segundo especialistas.
Vício na DOPAMINA
Smartphones e outras telas são uma fonte inesgotável de estímulos rápidos. Em poucos segundos, comentários, curtidas e a atualização constante do feed de redes sociais provocam a liberação de uma substância chamada dopamina no cérebro, neurotransmissor que dá uma sensação de prazer momentâneo.
Só que a dopamina vicia e é capaz de gerar um looping altamente perigoso para a saúde. Quanto maior o contato com os estímulos rápidos, maior é a chance de repetir – e aumentar – esse tipo de comportamento.
O celular afeta a cognição
Um estudo publicado na revista científica Frontiers in Psychology, em 2017, relata que, quando usado com prudência, os dispositivos podem até aumentar a cognição (capacidade de aprender, processar informações e interagir com o ambiente) humana.
No entanto, o estudo mostra que os hábitos atuais de uso de celulares vêm demonstrando um impacto negativo e duradouro na capacidade dos usuários de pensar, lembrar, prestar atenção e regular as emoções.
A redução da capacidade de memorizar, acontece porque os smartphones permitem que nossos cérebros não trabalhem muito para obter informações. Por exemplo, quando você lê um livro, você gera as imagens descritas na obra com a sua mente, diferentemente de quando você assiste a um vídeo. A consequência disso, segundo a pesquisa, é que não retemos o conhecimento tão bem.
Celulares podem deixar os cérebros “preguiçosos”
Outra pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade de Waterloo (Canadá), em 2015, aponta que os celulares estão nos deixando mais preguiçosos para pensar.
O artigo, divulgado na Science Daily, diz que com os smartphones não é mais preciso memorizar um número de telefone ou encontrar seu caminho pela cidade usando um mapa – o dispositivo faz essas coisas por você com um toque na tela. Isso, segundo o estudo, causa uma dependência excessiva do smartphone, o que pode levar à preguiça mental.
Os pesquisadores também relataram que evitar usar a própria mente para resolver problemas pode ter consequências como o envelhecimento precoce.
Brain Rot
Você já ouviu falar sobre o termo Brain Rot? Essa expressão, que ganhou destaque em 2024 segundo o dicionário Oxford, significa “cérebro podre” ou “podridão cerebral” em inglês. Ela tem sido amplamente utilizada para descrever uma condição associada ao uso excessivo de tecnologias como celulares e tablets.
Embora o termo possa soar alarmista, ele destaca uma preocupação real: o impacto negativo do uso constante de dispositivos eletrônicos no desenvolvimento cognitivo, especialmente em crianças. Mas será que essa preocupação é válida? Vale a pena pesquisar a respeito.
Isso tem a ver com a maturação cerebral: o cérebro é uma parte do corpo humano que vai tomando forma com a passagem do tempo. Antes dos 25 anos, essa maturação não está completamente desenvolvida. Ou seja: o cérebro ainda está sendo "moldado". A "bomba" de estímulos rápidos que sai das telas pode, nessa etapa da vida, afetar o desenvolvimento do cérebro e a capacidade de concentração, uma herança que será levada para a fase adulta, de forma irreversível.
Fonte:
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2026/03/especial-dia-da-mulher-quando-a-islandia-parou-com-a-greve-de-mulheres-que-inspirou-a-luta-por-igualdade-no-mundo
https://institutoneurosaber.com.br/artigos/brain-rot-entenda-como-o-uso-excessivo-de-telas-afeta-o-neurodesenvolvimento-infantil/#O_que_e_Brain_Rot
https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/02/14/criancas-e-adolescentes-no-celular-uso-exagerado-afeta-o-cerebro-e-a-concentracao-veja-o-que-fazer.ghtml





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