(Por: Aldo Maes dos Anjos, autor da Revista CARTUM)
Adentramos na vigésima sexta primavera produtiva da Revista CARTUM INTERATIVA, distribuindo sucessivas tiragens de publicações em quadrinhos em centenas de lugares de Brusque e cidades vizinhas. Não foi pouca coisa. São números expressivos de uma produção literária constante.
Sinto uma imensa satisfação em afirmar que os meus textos não possuem a menor interferência das inteligências artificiais. São todos provindos da mais pura matutação encefálica, espremendo os meus próprios miolos para verter ideias novas, relevantes, divertidas e que façam a diferença no dia dos seus leitores. Inclusive eu considero uma baita falta de respeito, um escritor publicar um texto que não tenha sido pensado por ele mesmo, e sim, por um intelecto eletrônico, reunindo compilações daquilo que já existia antes, no google.
Estes autores que pedem auxilios artificiais agem como estelionatários culturais e deveriam ser obrigados a mencionar que recorreram a tal influência nas suas obras. Já reconheci alguns parágrafos artificiais em páginas que tenho lido recentemente e lamento profundamente por quem necessita da ajuda deste artifício para construir seus textos. Considero mais justo e honesto advertir o leitor de que o seu texto possui incrementos não naturais.
Escrever por si mesmo é uma dádiva: as palavras não surgem por acaso. São fruto de uma condição mental específica de paz e equilíbrio, associada a uma profunda reflexão acerca de algum assunto e um desejo imenso de transmitir ideias boas e relevantes para os seus leitores. Dependendo do grau de esforço deste escritor, as palavras jorrarão abundantes de sua mente e produzirão um texto conciso que vai influenciar a sociedade como um todo, até aonde essas palavras puderem atingir. Enquanto a I.A. só reune combinações de palavras que já estão prontas em algum lugar da Internet e as reapresenta de forma organizada.
Todo o escritor que investe uma parcela do seu dia na busca por uma mensagem contundente e sincera, conecta-se com uma fonte criadora universal e recebe suas ideias como se fosse um download literário. Algumas mensagens precisam chegar de alguma maneira até certos leitores e os escritores dedicados são os intermediários para que isso aconteça. A I.A. é eficiente mas não tem alma. Vamos continuar pensando por nós mesmos, embora as facilidades da tecnologia nos convidem a descansar o nosso cérebro.

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