segunda-feira, 25 de maio de 2026

Uso do Celular na Infância

Especialistas e órgãos de saúde recomendam evitar o uso de smartphone próprio antes dos 12 anos. Pesquisas indicam que a posse precoce do aparelho antes dessa idade está associada a maiores riscos de depressão, obesidade e problemas de sono.



Abaixo, veja as principais recomendações divididas por faixa etária:
  • Até 2 anos: Nenhum tempo de tela deve ser estimulado.
  • De 2 a 5 anos: Máximo de 1 hora por dia, sempre com supervisão de um adulto.
  • De 6 a 10 anos: Limite de 1 a 2 horas diárias. O ideal é o uso de aparelhos dos pais e restrito a atividades educativas ou jogos pontuais.
  • A partir dos 12 anos (Adolescência): É a idade apontada por diretrizes, como o Ministério da Saúde brasileiro, para a introdução do primeiro celular. O uso diário deve ser limitado a 3 horas e acompanhado de perto pelos pais. 

 

Celulares podem deixar os cérebros “preguiçosos”

Uma pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade de Waterloo (Canadá), em 2015, aponta que os celulares estão nos deixando mais preguiçosos para pensar. 

O artigo, divulgado na Science Daily, diz que com os smartphones não é mais preciso memorizar um número de telefone ou encontrar seu caminho pela cidade usando um mapa – o dispositivo faz essas coisas por você com um toque na tela. Isso, segundo o estudo, causa uma dependência excessiva do smartphone, o que pode levar à preguiça mental. 

Os pesquisadores também relataram que evitar usar a própria mente para resolver problemas pode ter consequências como o envelhecimento precoce.



Brain Rot

Você já ouviu falar sobre o termo Brain Rot? Essa expressão, que ganhou destaque em 2024 segundo o dicionário Oxford, significa “cérebro podre” ou “podridão cerebral” em inglês. Ela tem sido amplamente utilizada para descrever uma condição associada ao uso excessivo de tecnologias como celulares e tablets.

Embora o termo possa soar alarmista, ele destaca uma preocupação real: o impacto negativo do uso constante de dispositivos eletrônicos no desenvolvimento cognitivo, especialmente em crianças. Mas será que essa preocupação é válida? Vale a pena pesquisar a respeito.

Isso tem a ver com a maturação cerebral: o cérebro é uma parte do corpo humano que vai tomando forma com a passagem do tempo. Antes dos 25 anos, essa maturação não está completamente desenvolvida. Ou seja: o cérebro ainda está sendo "moldado". A "bomba" de estímulos rápidos que sai das telas pode, nessa etapa da vida, afetar o desenvolvimento do cérebro e a capacidade de concentração, uma herança que será levada para a fase adulta, de forma irreversível.


"Isso faz com que essa população se torne biologicamente muito mais vulnerável a esse tipo de estimulação", afirma Nabuco. "Quanto mais eu uso as telas, mais um determinado tipo de operação é recrutada no meu cérebro", diz o psicólogo Cristiano Nabuco, PhD em psicologia clínica de dependências tecnológicas.
 

Antídoto para a Podridão Cerebral

O único antídoto para este mal é mesmo a inclusão de atividades desconectadas da internet em nossa rotina diária. É precisar ter consciência desta importância, para então sentir prazer ao abrir um livro, praticar um esporte, cultivar uma horta, aprender algo novo, movimentando assim nossos músculos e neurônios, oxigenando a vida que existe dentro de nós. Desconectar é voltar a viver!!




Fonte:

https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2026/03/especial-dia-da-mulher-quando-a-islandia-parou-com-a-greve-de-mulheres-que-inspirou-a-luta-por-igualdade-no-mundo

https://institutoneurosaber.com.br/artigos/brain-rot-entenda-como-o-uso-excessivo-de-telas-afeta-o-neurodesenvolvimento-infantil/#O_que_e_Brain_Rot

https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/02/14/criancas-e-adolescentes-no-celular-uso-exagerado-afeta-o-cerebro-e-a-concentracao-veja-o-que-fazer.ghtml

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