Espaço para divulgação do Universo das Revistas CARTUM, uma manifestação cultural autêntica e original que visa incentivar o hábito de leitura em todas as idades, através da distribuição gratuita de revistas em quadrinhos.
Hoje de manhã, 04 de maio tive a honra de visitar os alunos de 7º ano na Escola Dom João Becker, do ilustre professor Alcino, meu companheiro de Academia de Letras, vizinho de cadeira e ainda recebi um lindo presente.
O tema da conversa foi a importância do hábito de leitura em nossa vida. Todos os alunos foram receptivos e atenciosos. Também aproveitei para falar sobre a rotina de um quadrinista e minha forma de desenhar, para os desenhistas que estavam lá, inclusive o meu novo amigo Asafe, um jovem e criativo talento dos quadrinhos ao qual me identifiquei pelo fato dele estar produzindo quadrinhos da mesma forma que eu fazia quando tinha a sua idade. Desejo muito sucesso ao Asafe, bem como a todos os demais alunos dentro da área individual de cada um deles e registro minha gratidão pela oportunidade ao Sr Alcino Muller e a coordenadora da escola!!
Em 2023 a Revista CARTUM chega aos seus 22 anos de circulação ininterrupta atravessando gerações e incentivando o saudável hábito de leitura em todas as idades.
Para comemorar este feito fantástico, vamos publicar aqui no blog, o segmento “Máquina do Tempo”: um resumo de como foi a existência da revista CARTUM, ano após ano, ao longo deste milênio.
Tenha uma BOA VIAGEM no tempo!!
ANO I (de junho de 2001 a maio de 2002)
Tudo começou em junho de 2001, com o lançamento dos 3000 exemplares da revista CARTUM nº1, distribuídos gratuitamente em cerca de 60 pontos comerciais da cidade de Brusque, causando surpresa e interesse nas pessoas.
A partir de então surgiram muitos colecionadores e leitores fiéis. Os lançamentos seguintes foram trimestrais totalizando 4 edições, neste primeiro ano de atividades.
Naquele tempo, nas páginas da Cartum haviam charges sobre fatos da época e microbiografias homenageando celebridades históricas como: Santos Dumont, Galileu Galilei, Osvaldo Cruz e Sócrates, traduções de músicas com letras reflexivas, como “Time” (Pink Floyd) e “War” (Bob Marley) além da estréia de vários personagens em suas tímidas primeiras aparições públicas.
Gradativamente foram se apresentando para o mundo o Uruca, a Mãe Dirá, o Zé Mané, o Bagatela e o Esponja, entre outros.
As 4 primeiras edições foram impressas em formato A4, o dobro do tamanho das edições atuais, que são no formato A5.
A maior dificuldade no início era vencer a desconfiança dos empresários, na hora de buscar patrocinadores para este projeto inovador e um tanto quanto exótico. Mas com paciência e determinação as metas foram sendo alcançadas.
A revista CARTUM chamou atenção já no seu primeiro ano e a partir de abril de 2002, começaram a ser publicadas no “Jornal O Município” tiras semanais com o humor irresistível da CARTUM trazendo sorrisos instantâneos em meio às notícias do dia-a-dia brusquense durante quase 6 anos.
Em breve publicaremos como foi o segundo ano de atividades !!
Quem vê uma página da Revista CARTUM prontinha, impressa, nas palmas das suas mãos e ao alcance da sua visão, talvez nem imagine todo o processo que foi necessário para resultar naquela imagem composta por algumas cenas em um trecho da história.
Vamos explicar aqui as 5 etapas que compreendem o processo criativo da elaboração de uma página de quadrinhos:
ETAPA nº 01: ROTEIRO.
O roteiro da história é desenvolvido da seguinte maneira:
* Define-se qual será o tema abordado;
* Reúnem-se situações e fatos referentes a este tema, os quais serão utilizados na elaboração do roteiro. O momento da concepção criativa exige estar focado e relaxado;
* Uma trama é escrita em um rascunho, com começo, meio e fim, não sem muito papel amassado no decorrer do caminho. Utilizo um caderno de rascunhos, uma caneta esferográfica e uma cesta de lixo.
ETAPA nº 02: ESBOÇO
* Minha opção é iniciar pelos requadros, textos e balões, para garantir que o espaço da leitura não fique muito esprimido. Risco a lápis esses três componentes da página e finalizo passando tinta nanquim por cima. Em seguida, apago os riscos a lápis feitos nesta etapa, preparando a página para a fase dos desenhos;
* Depois todos os desenhos são riscados a lápis. Começando pelo que está em primeiro plano, o centro das atenções naquela cena específica da história, seguindo pelo que está ao seu redor e terminando com o cenário, montanhas e nuvens.
Neste rascunho posso apagar e refazer os desenhos que ficaram desproporcionais ou ruins.
ETAPA 3: DESENHO
* Definido o esboço a lápis, é riscado todo o traçado dos personagens, cenário e outros acessórios com uma caneta de tinta nanquim, com bitolas 0,1; 0,2 ou 0,3, conforme a necessidade.
* Os detalhes menores são riscados com a caneta 0,05, a mais fina de todas.
* Em seguido todos os risquinhos a lápis do esboço são apagados, ficando apenas o desenho feito por cima, com a caneta nanquim.
ETAPA 4: ARTE FINAL.
* Nesta etapa são feitos os contornos nos desenhos com canetas mais grossas como 0,5 e 0,6, preenchidos alguns detalhes de relevo e sombreamento com a 0,1;
*Nesta fase ainda dá tempo de dar uma última consertada em detalhes equivocados, com a caneta corretivo;
* E, por último, o preenchimento das áreas escuras com a 0.8 ou caneta Polska preta.
E assim terminamos a arte manual.
ETAPA 5: COLORAÇÃO.
Na sequência, quem assume a página é o nosso competente diagramador e colorista Igor.
A página que foi desenhada à mão, é então scanneada e colorida no Photoshop, detalhe por detalhe, sem deixar nenhum pedacinho em branco.
É importante que o traço dos desenhos esteja bem fechado para evitar o "vazamento" de cores.
PÁGINA PRONTA
Este é o resultado de todas as etapas anteriores feitas com dedicação, amor e paciência. Bóra começar a página seguinte!!!
Ed Carlos ainda não esteve na cidade de Brusque, mas seu talentoso traço já é bem conhecido no Vale do Itajaí Mirim, através de suas tiras e charges publicadas no Jornal "O Município" desde 2009.
Ed Carlos é natural de Santos SP e santista de coração, mas já revelou que tornou-se torcedor do Brusque FC, depois de envolver-se por anos com o mascote do clube, o marreco torcedor, um de seus personagens mais atuantes.
Com certeza é um imenso prazer desfrutar da arte bem humorada do Ed Carlos espalhada por diversos setores do principal informativo brusquense,
Desde os tempos das tirinhas do Domingos até as charges atuais, divertindo as matérias de assuntos diversos.
Especialmente nos esportes e no "Papo de Bar" do Lauritzen.
Em maio de 2022 foi realizada uma pequena homenagem ao Ed Carlos na revista CARTUM INTERATIVA nº 157, onde ele aparece na janela da Kombi, junto com os seus personagens, chegando no estádio no dia da final do campeonato catarinense, na qual o Bruscão sagrou-se campeão.
Confira abaixo matéria do Jornal O Município sobre os 10 anos de atividade do Ed Carlos, publicada em 2019. Atualmente já são 13 anos de atividade.
Fonte do texto abaixo: Jornal O Municipio - https://omunicipio.com.br/chargista-de-o-municipio-completa-10-anos-de-jornal-e-relembra-trabalhos-memoraveis/
Ed Carlos Santana começa sua rotina na leitura de notícias. Desde cedo, vai semeando sua mente fértil com as informações do dia a dia, e lapidando conteúdo para produzir o que mais gosta: ilustrações. Com mais de duas décadas de trabalhos na área, Ed é responsável pelas charges do jornal O Município há dez anos, sendo o criador de personagens que acompanham o cotidiano brusquense, como o Kriga, da coluna Papo de Bar, e o Marreco, das páginas esportivas.
Além de charges, ele produz desenhos para ilustrar o conteúdo jornalístico do Município e também já fez tirinhas para o jornal. Com seu estúdio em Santos (SP), Ed Carlos faz charges para outros jornais catarinenses, como a Gazeta de São Bento do Sul e o Diário do Iguaçu, de Chapecó. No Município ele também chegou a produzir as tirinhas do Domingos.
Ele nunca visitou Brusque, mas confessa que, depois de tanto tempo acompanhando os acontecimentos da cidade, a vontade de conhecer o berço da fiação catarinense cresceu muito. “Não vejo a hora de visitar a cidade. O Município é um ambiente que me fez evoluir e crescer como chargista. Eu até comecei a torcer para o Brusque Futebol Clube. Hoje em dia gosto mais do Marreco do que do próprio Santos”.
O Marreco, aliás, foi uma de suas criações que evoluiu e caiu no gosto do público. A primeira vez que o personagem apareceu nas páginas do jornal foi em 2011, para o especial do Campeonato Catarinense. “Eu fiz baseado no símbolo da cidade, mas preferi deixá-lo mais moderno, arrojado, com aspecto de jogador de futebol”.
O mesmo ocorreu com o Kriga, personagem da coluna de Fernando Lauritzen que ilustra o jornal todas as sextas-feiras. “O Kriga já existia, mas só em texto, não tinha um corpo para as suas histórias. O Lauritzen me passou as características do personagem, eu criei e ele adorou”.
Primeiros rabiscos
Tirinha do Domingos, que também foi publicada em O Município
Ed Carlos nasceu em um ambiente propício para o desenho. Sua família sempre teve o talento com a ponta do lápis. “Meu irmão mais velho desenhava até melhor que eu”, diz o chargista. Mas foi ele o único que arriscou viver e encarar esta arte como uma carreira. A tendência de gostar de desenhos cômicos e bem humorados veio das tirinhas e dos trabalhos da Disney. No início dos anos 1990, ele passou a esboçar suas primeiras tiras.
“Em 94, eu tinha 17 anos e ofereci meu trabalho para o Diário de Santos. Deu certo, comecei a publicar, mas na época era por puro prazer de desenhar, sem o intuito de que fosse uma carreira”.
Foi no início dos anos 2000 que a brincadeira passou a ser levada a sério. “Comecei a trabalhar em um jornal chamado Vicentino, em São Vicente, fazendo tiras. Um amigo meu me provocou: que tal você, além de fazer tiras, fazer charges. Eu nunca tinha feito antes, mas procurei e comecei a gostar”.
Ele se baseou em trabalhos de Glauco e Angeli para iniciar na modalidade. Com o tempo, foi evoluindo o traço, a criatividade e suas habilidades. “Eu criei um portfólio e disponibilizei na internet para que mais jornais me encontrassem. Foi aí que o jornal Município me encontrou”.
Ele se baseou em trabalhos de Glauco e Angeli para iniciar na modalidade. Com o tempo, foi evoluindo o traço, a criatividade e suas habilidades. “Eu criei um portfólio e disponibilizei na internet para que mais jornais me encontrassem. Foi aí que o jornal Município me encontrou”.
Processo de criação
Primeira charge de Ed Carlos no Município, em 2009, ainda em preto e branco
Depois da leitura dos noticiários, Ed parte para o estúdio com a ideia formalizada na cabeça. O desenho vai para o papel com o lápis e a habilidade nas mãos, ele artefinaliza e depois o conteúdo vai para o computador por meio da digitalização.
Uma vez no computador, as ilustrações vão ganhando as cores por meio do Photoshop. No começo, Ed lembra que as charges para O Município eram em preto e branco. “Só a capa e algumas páginas eram coloridas”. Segundo o ilustrador, ele chegou a colorir charges com aquarela.
Fonte do texto em letras roxas: Jornal O Municipio - https://omunicipio.com.br/chargista-de-o-municipio-completa-10-anos-de-jornal-e-relembra-trabalhos-memoraveis/
Leia A Trajetória das Histórias em Quadrinhos em Brusque
Os segundos do relógio, que correm sem parar, sem mesmo nos
darmos conta, é o que nós temos de mais precioso em nossa vida. Não raras
vezes, os desperdiçamos com futilidades. Na atualidade o maior vilão do nosso
precioso tempo de vida são as atrações virtuais que nos seduzem a passarmos
considerável porcentagem do nosso dia expostos a todo o tipo de influência na
Internet.
Feliz daquele que só absorve o que é bom, alegre e saudável dentro da
grande rede. Mais feliz ainda é aquele que só aproveita o que a internet tem de
melhor, e ainda consegue desconectar, durante alguma parte do seu dia, para
exercer outras atividades, seja praticar esportes, fazer melhorias em casa,
interagir com alguém, ou ler.
A vida vai passando e precisamos nos esforçar para evitar o
arrependimento de não termos feito algumas coisas importantes em nosso período
de habitante planetário. Uma delas com certeza é a prática de leitura. Além de
beneficiar a nós mesmos, o hábito de desfrutar dos livros ainda se torna um imenso exemplo a ser seguido por nossos familiares e outras pessoas de nosso convívio,
especialmente pelas crianças.
Comece com textos pequenos. Crie o hábito de ler os
parágrafos que se apresentarem diante dos seus olhos, dentro de uma leitura
dinâmica: ao invés de olhar palavra por palavra, olhe para o parágrafo inteiro
e o leia de uma maneira rápida, porém intensa. Sem se desviar para outras
distrações ou pensamentos aleatórios. Procure captar a mensagem que aquele
parágrafo tinha para oferecer.
Invista em histórias em quadrinhos da sua preferência.
Quadrinhos são dinâmicos, divertidos e exercitam a imaginação, estimulando sua
leitura até o final. É preciso salientar que assim como tem quadrinhos bons e
quadrinhos ruins, existem livros bons e livros ruins. Procure fazer boas
escolhas pois a leitura não pode ser um sofrimento.
Às vezes o período escolar nos obriga a ler livros que não
queríamos quando não estávamos dispostos a ler, tornando a leitura tediosa,
desagradável e repulsiva. Não se pode obrigar um indivíduo a ler. É preciso em
primeiro lugar, fazer despertar a consciência de uma prática saudável de
leitura antes de mais nada. Quando a leitura vira sinônimo de castigo, ela pode
ser até traumática, afastando os leitores que tiveram uma experiência ruim.
É importante que o leitor se sinta bem ao empunhar um livro.
Ninguém inicia um hábito se não tiver prazer em fazê-lo. Ler com boa vontade é
a chave do sucesso nesse processo de absorção de símbolos impressos e captação
de novas sensações e conhecimentos que ampliam o nosso mundo individual e nos
tornam mais criativos e inovadores.
Quando a gente consegue sentir um prazer verdadeiro com a
leitura, somente então a leitura vai nos provocar os sentimentos. Vai nos fazer
rir e até gargalhar, nas situações divertidas. Vai fazer correrem lágrimas em
nossa face, algumas vezes. Vai nos fazer sentir medo, raiva, aflição, alívio,
enfim. Pra quem acha que ler é monótono, eu diria que monótono é passar a vida
com a mesma expressão facial e um sentimento congelado, inerte por longo tempo.
Os sentimentos contribuem com a nossa saúde, estimulando a produção de
hormônios que prolongam a nossa vida.