

Espaço para divulgação do Universo das Revistas CARTUM, uma manifestação cultural autêntica e original que visa incentivar o hábito de leitura em todas as idades, através da distribuição gratuita de revistas em quadrinhos.


Quem vê uma página da Revista CARTUM prontinha, impressa, nas palmas das suas mãos e ao alcance da sua visão, talvez nem imagine todo o processo que foi necessário para resultar naquela imagem composta por algumas cenas em um trecho da história.
Vamos explicar aqui as 5 etapas que compreendem o processo criativo da elaboração de uma página de quadrinhos:
Confira abaixo matéria do Jornal O Município sobre os 10 anos de atividade do Ed Carlos, publicada em 2019. Atualmente já são 13 anos de atividade.
Fonte do texto abaixo: Jornal O Municipio - https://omunicipio.com.br/chargista-de-o-municipio-completa-10-anos-de-jornal-e-relembra-trabalhos-memoraveis/
Ed Carlos Santana começa sua rotina na leitura de notícias. Desde cedo, vai semeando sua mente fértil com as informações do dia a dia, e lapidando conteúdo para produzir o que mais gosta: ilustrações. Com mais de duas décadas de trabalhos na área, Ed é responsável pelas charges do jornal O Município há dez anos, sendo o criador de personagens que acompanham o cotidiano brusquense, como o Kriga, da coluna Papo de Bar, e o Marreco, das páginas esportivas.
Além de charges, ele produz desenhos para ilustrar o conteúdo jornalístico do Município e também já fez tirinhas para o jornal. Com seu estúdio em Santos (SP), Ed Carlos faz charges para outros jornais catarinenses, como a Gazeta de São Bento do Sul e o Diário do Iguaçu, de Chapecó. No Município ele também chegou a produzir as tirinhas do Domingos.
Ele nunca visitou Brusque, mas confessa que, depois de tanto tempo acompanhando os acontecimentos da cidade, a vontade de conhecer o berço da fiação catarinense cresceu muito. “Não vejo a hora de visitar a cidade. O Município é um ambiente que me fez evoluir e crescer como chargista. Eu até comecei a torcer para o Brusque Futebol Clube. Hoje em dia gosto mais do Marreco do que do próprio Santos”.
O Marreco, aliás, foi uma de suas criações que evoluiu e caiu no gosto do público. A primeira vez que o personagem apareceu nas páginas do jornal foi em 2011, para o especial do Campeonato Catarinense. “Eu fiz baseado no símbolo da cidade, mas preferi deixá-lo mais moderno, arrojado, com aspecto de jogador de futebol”.
O mesmo ocorreu com o Kriga, personagem da coluna de Fernando Lauritzen que ilustra o jornal todas as sextas-feiras. “O Kriga já existia, mas só em texto, não tinha um corpo para as suas histórias. O Lauritzen me passou as características do personagem, eu criei e ele adorou”.
Primeiros rabiscos

Ed Carlos nasceu em um ambiente propício para o desenho. Sua família sempre teve o talento com a ponta do lápis. “Meu irmão mais velho desenhava até melhor que eu”, diz o chargista. Mas foi ele o único que arriscou viver e encarar esta arte como uma carreira.
A tendência de gostar de desenhos cômicos e bem humorados veio das tirinhas e dos trabalhos da Disney. No início dos anos 1990, ele passou a esboçar suas primeiras tiras.
“Em 94, eu tinha 17 anos e ofereci meu trabalho para o Diário de Santos. Deu certo, comecei a publicar, mas na época era por puro prazer de desenhar, sem o intuito de que fosse uma carreira”.
Foi no início dos anos 2000 que a brincadeira passou a ser levada a sério. “Comecei a trabalhar em um jornal chamado Vicentino, em São Vicente, fazendo tiras. Um amigo meu me provocou: que tal você, além de fazer tiras, fazer charges. Eu nunca tinha feito antes, mas procurei e comecei a gostar”.
Ele se baseou em trabalhos de Glauco e Angeli para iniciar na modalidade. Com o tempo, foi evoluindo o traço, a criatividade e suas habilidades. “Eu criei um portfólio e disponibilizei na internet para que mais jornais me encontrassem. Foi aí que o jornal Município me encontrou”.
Ele se baseou em trabalhos de Glauco e Angeli para iniciar na modalidade. Com o tempo, foi evoluindo o traço, a criatividade e suas habilidades. “Eu criei um portfólio e disponibilizei na internet para que mais jornais me encontrassem. Foi aí que o jornal Município me encontrou”.
Processo de criação

Depois da leitura dos noticiários, Ed parte para o estúdio com a ideia formalizada na cabeça. O desenho vai para o papel com o lápis e a habilidade nas mãos, ele artefinaliza e depois o conteúdo vai para o computador por meio da digitalização.
Uma vez no computador, as ilustrações vão ganhando as cores por meio do Photoshop. No começo, Ed lembra que as charges para O Município eram em preto e branco. “Só a capa e algumas páginas eram coloridas”. Segundo o ilustrador, ele chegou a colorir charges com aquarela.
Fonte do texto em letras roxas: Jornal O Municipio - https://omunicipio.com.br/chargista-de-o-municipio-completa-10-anos-de-jornal-e-relembra-trabalhos-memoraveis/
Os segundos do relógio, que correm sem parar, sem mesmo nos darmos conta, é o que nós temos de mais precioso em nossa vida. Não raras vezes, os desperdiçamos com futilidades. Na atualidade o maior vilão do nosso precioso tempo de vida são as atrações virtuais que nos seduzem a passarmos considerável porcentagem do nosso dia expostos a todo o tipo de influência na Internet.
Feliz daquele que só absorve o que é bom, alegre e saudável dentro da grande rede. Mais feliz ainda é aquele que só aproveita o que a internet tem de melhor, e ainda consegue desconectar, durante alguma parte do seu dia, para exercer outras atividades, seja praticar esportes, fazer melhorias em casa, interagir com alguém, ou ler.
A vida vai passando e precisamos nos esforçar para evitar o
arrependimento de não termos feito algumas coisas importantes em nosso período
de habitante planetário. Uma delas com certeza é a prática de leitura. Além de
beneficiar a nós mesmos, o hábito de desfrutar dos livros ainda se torna um imenso exemplo a ser seguido por nossos familiares e outras pessoas de nosso convívio,
especialmente pelas crianças.
Comece com textos pequenos. Crie o hábito de ler os
parágrafos que se apresentarem diante dos seus olhos, dentro de uma leitura
dinâmica: ao invés de olhar palavra por palavra, olhe para o parágrafo inteiro
e o leia de uma maneira rápida, porém intensa. Sem se desviar para outras
distrações ou pensamentos aleatórios. Procure captar a mensagem que aquele
parágrafo tinha para oferecer.
Invista em histórias em quadrinhos da sua preferência. Quadrinhos são dinâmicos, divertidos e exercitam a imaginação, estimulando sua leitura até o final. É preciso salientar que assim como tem quadrinhos bons e quadrinhos ruins, existem livros bons e livros ruins. Procure fazer boas escolhas pois a leitura não pode ser um sofrimento.
Às vezes o período escolar nos obriga a ler livros que não
queríamos quando não estávamos dispostos a ler, tornando a leitura tediosa,
desagradável e repulsiva. Não se pode obrigar um indivíduo a ler. É preciso em
primeiro lugar, fazer despertar a consciência de uma prática saudável de
leitura antes de mais nada. Quando a leitura vira sinônimo de castigo, ela pode
ser até traumática, afastando os leitores que tiveram uma experiência ruim.
É importante que o leitor se sinta bem ao empunhar um livro.
Ninguém inicia um hábito se não tiver prazer em fazê-lo. Ler com boa vontade é
a chave do sucesso nesse processo de absorção de símbolos impressos e captação
de novas sensações e conhecimentos que ampliam o nosso mundo individual e nos
tornam mais criativos e inovadores.
Quando a gente consegue sentir um prazer verdadeiro com a
leitura, somente então a leitura vai nos provocar os sentimentos. Vai nos fazer
rir e até gargalhar, nas situações divertidas. Vai fazer correrem lágrimas em
nossa face, algumas vezes. Vai nos fazer sentir medo, raiva, aflição, alívio,
enfim. Pra quem acha que ler é monótono, eu diria que monótono é passar a vida
com a mesma expressão facial e um sentimento congelado, inerte por longo tempo.
Os sentimentos contribuem com a nossa saúde, estimulando a produção de
hormônios que prolongam a nossa vida.
A Revista CARTUM GASPAR 07 está sendo distribuida em mais de 120 lugares inclusive na loja Xodó Som do nosso amigo Chico. Procure já a sua.
Gostaria de compartilhar aqui um acontecimento chato de ontem, que foi a perda da vaga na ABL a que o grande autor de quadrinhos Mauricio de Souza estava indicado e super apoiado, devido a sua longa carreira e produtividade. Porém, reacendendo uma velha discussão de que quadrinhos não sejam literatura. Foi superado pelo escritor Ricardo Cavaliere, também justamente merecedor desta vaga. Porém, o sentimento que ficou foi de que esta escolha foi gerada pelo preconceito contra as histórias em quadrinhos.
Registro aqui também a honra que tenho em ter sido aceito na ALB Bq mesmo sabendo que muita gente não concorda com a indicação de um quadrinista, porém acrescento o fato de que há escritores de livros bons e ruins, assim como há autores de quadrinhos bons e ruins. Gratidão a todos que apoiam esta importante vertente literária que tanto atrai novos leitores.
Finalizando, deixo aqui o depoimento do Mauricio de Souza após a votação na ABL:
“Quero parabenizar o novo acadêmico Ricardo Cavalieri por sua entrada na ABL. Nesse processo, todos que amam quadrinhos, eu incluído, ganhamos quando tanto se discutiu sobre a importância dos quadrinhos, seu papel fundamental na formação de leitores e como eles podem contribuir, de diversas formas, com a literatura. Agradeço de coração os apoios que recebi nesta campanha e aos que me honraram com seu voto, acreditando na minha proposta para a ABL. Continuarei nesta ideia de trabalhar e aprender com os acadêmicos, assim como vem acontecendo na Academia Paulista de Letras. Um grande abraço a todos que lutam pela valorização dos autores e, principalmente, pela formação de leitores neste nosso Brasil.”
Confira as capas de todas as 196 edições publicadas desde junho de 2001 até hoje. Divirta-se com as capas das edições nº 101 a nº150 !!